sábado, 1 de agosto de 2026

20 anos de Aeternum Vale do Doom:vs!!!


Enquanto a banda sueca Draconian chegava ao seu terceiro trabalho, intitulado The Burning Halo, um de seus guitarristas, Johan Ericson, também lançava o álbum de estreia de seu projeto solo, o Doom:vs. Aproveitando a oportunidade, vale corrigir uma informação antiga: o "vs" não significa "versus". Na verdade, a letra v substitui o u, e a pronúncia correta do nome é "Doomus". O próprio Johan explicou que a palavra deriva do latim domus, que significa "casa". Acrescentando um "o", em referência ao doom metal, chegou a um nome que pode ser interpretado como "a casa da perdição".

E essa sensação é imediata ao folhear o encarte de Aeternum Vale. Forcas penduradas, cadeiras destroçadas e o interior decadente de uma casa criam uma atmosfera de desespero antes mesmo da primeira nota soar.

Nesta empreitada, Johan toca todos os instrumentos e assume todos os vocais, algo que impressiona, já que a maioria dos projetos solo costuma recorrer a músicos convidados, principalmente bateristas e vocalistas.

A capa do álbum remete imediatamente ao segundo trabalho do Draconian, em que uma árvore ocupa o centro da composição. Aqui, porém, não existe um anjo sofrendo sob seus galhos. Acho esse contraste bastante interessante, pois, se encararmos o vocal feminino do Draconian como uma representação angelical, em Aeternum Vale temos um instrumental que caminha pela mesma atmosfera, mas sem essa voz. É como se o anjo simplesmente tivesse desaparecido, tanto da música quanto da arte.

Para quem acompanha o estilo com devoção, Aeternum Vale é um prato servido com dor, lodo e tristeza — exatamente tudo aquilo que esperamos encontrar em um grande álbum de doom metal, daqueles que permanecem na memória e parecem pedir para serem ouvidos por toda a vida.

Na minha opinião, é o trabalho mais impactante dos três lançados pelo Doom:vs. Ele preserva a essência das grandes bandas de death/doom dos anos 90 e ainda incorpora uma atmosfera funeral que, naquela época, era pouco explorada.

As guitarras conduzem toda a obra com peso e uma distorção profundamente fúnebre, enquanto os teclados aparecem de maneira discreta e pontual, apenas para reforçar os momentos mais melancólicos. Os vocais são predominantemente guturais, mas também há espaço para passagens limpas e narradas. E ainda encontramos belíssimos solos de guitarra, que parecem transportar o ouvinte pelo espaço com uma delicadeza quase hipnótica, como acontece em "The Faded Earth".

Tenho a impressão de que, se Aeternum Vale tivesse sido lançado na primeira metade dos anos 90, o Doom:vs seria lembrado hoje como uma das grandes bandas do estilo, e não apenas como um projeto paralelo cuja continuidade sequer sabemos se ainda existe, especialmente porque o Draconian passou a consumir cada vez mais tempo de Johan Ericson com turnês e compromissos ao redor do mundo.

Aeternum Vale é um trabalho irrepreensível e merece ocupar um lugar na prateleira de qualquer amante da escuridão gelada que é o doom metal.


Blast Doommaker

domingo, 19 de julho de 2026

20 anos de Nefasto Caminho da Profanação do In Nomine Belialis!!!


Quem aí se lembra ou conhece os primeiros álbuns do Malkuth, banda de black metal pernambucana com origem nos anos 90? Em especial das melodias quase ingênuas, gravadas na raça, que surgiam em meio à enxurrada maléfica? E o vocal rasgado, profundo, lembrando um demônio acorrentado nas masmorras da geena de Sucoth Benoth, do Amen Corner, ainda antes do primeiro full? E da banda americana Absu, do baterista e vocalista Proscriptor, que tocava tão rápido quanto um raio enquanto berrava ao microfone? Pois bem, jogue todas essas influências em um liquidificador e terá Nefasto Caminho da Profanação, primeiro full da banda belo-horizontina de black metal In Nomine Belialis, lançado em 2006.

Com o guitarrista Ameth, que também gravou o primeiro álbum do Defacer, a banda desfere riffs afiados, quase tão gelados quanto os das formações nórdicas, mas carregando uma identidade fortemente ligada ao underground mineiro, que domina o trabalho do início ao fim. O baixo de Black Priest sofre um pouco com a produção modesta e acaba ficando mais discreto do que merece, embora uma audição mais atenta — de preferência com fones de ouvido — revele linhas que enriquecem consideravelmente as composições. Nos vocais e na bateria, Nephastus Porphir entrega uma performance malignamente soberba, despejando fúria com braços e pés enquanto vocifera blasfêmias que parecem ecoar diretamente de catacumbas úmidas e esquecidas pelo tempo.

As composições transitam entre investidas velozes e passagens mais cadenciadas, sempre sustentadas por melodias soturnas que remetem ao black metal brasileiro da segunda metade dos anos 90. Não há espaço para exibicionismos; cada riff, cada virada de bateria e cada mudança de andamento parecem existir exclusivamente para fortalecer a atmosfera profana que envolve o disco. A produção crua, longe de representar uma deficiência, reforça a sensação de estar diante de um registro genuinamente underground.

A faixa-título, Nefasto Caminho da Profanação, sintetiza perfeitamente a proposta da banda. Rápida, agressiva e com mudanças de andamento muito bem encaixadas, carrega um espírito old school que se manifesta tanto na construção musical quanto na temática lírica. Profanação e Vitória chama atenção logo nos primeiros segundos ao colocar o baixo em evidência antes da avalanche de guitarras tomar conta da composição. Nesse momento, a banda deixa transparecer uma sutil influência do black metal escandinavo, especialmente da escola finlandesa, sem jamais abandonar sua personalidade. Já Meu Espírito Prolifera o Mal reserva uma das passagens mais inspiradas do álbum, quando o baixo novamente assume protagonismo e conduz uma sequência melódica obscura, enriquecendo a atmosfera e demonstrando que a agressividade do In Nomine Belialis também sabe dialogar com momentos mais contemplativos.

Outro grande destaque é Glórias a Belial, composição que aposta em uma abordagem mais ritualística, marcada por vocais ainda mais cavernosos e uma atmosfera quase litúrgica em sua blasfêmia. É um daqueles momentos em que a banda consegue transportar o ouvinte para um cenário de templos em ruínas, fumaça e profanação, encerrando um dos pontos mais altos do álbum.

Todas as letras são em português, reforçando ainda mais a identidade da obra. Nefasto Caminho da Profanação permanece como uma joia escondida do underground mineiro e um retrato fiel de uma época em que paixão, convicção e autenticidade falavam mais alto do que grandes produções ou orçamentos elevados. Felizmente, o álbum ainda pode ser encontrado por aí, desde que se tenha sorte. Uma verdadeira relíquia que merece ser redescoberta por qualquer apreciador de black metal que valorize personalidade, atmosfera e a essência mais pura da música extrema nacional.


 

sábado, 11 de julho de 2026

20 anos de Suffocation do Suffocation!!!


O Suffocation nasceu em 1989, em Nova York, numa época em que o death metal americano já havia cravado seu nome na história como um dos mais insanos e influentes do planeta. Nem por isso a banda resolveu ser apenas mais uma cópia dos gigantes que já dominavam o estilo. Muito pelo contrário. O Suffocation carrega o estigma — e também o mérito — de ser um dos criadores do technical brutal death metal, subgênero que une a brutalidade de um som ignorante e doentio à complexidade de quebras de ritmo, baterias repletas de viradas intrincadas, guitarras dissonantes e um alto grau de virtuosismo.

Neste álbum autointitulado, o quinto da carreira, encontramos exatamente essa combinação explosiva. O que o diferencia de muitos outros trabalhos do estilo é seu andamento mais arrastado, como se o caminhão do sorveteiro do inferno estivesse subindo uma ladeira enquanto o sujeito lá dentro congela membros amputados e embalados a vácuo. A violência continua presente, mas é conduzida por um peso quase sufocante.

Há espaço até para melodias inesperadas, como na introdução de "Redemption", que logo desemboca em um longo solo de guitarra. Já "Translucent Patterns of Delirium" talvez seja o maior exemplo da proposta técnica do álbum, apresentando riffs que desafiam qualquer lógica estabelecida dentro do death metal.

E é curioso falar em padrões dentro do heavy metal, um estilo que nasceu justamente para defender a liberdade de expressão e de escolhas, mas que, no fim das contas, acaba se tornando refém de uma característica tipicamente humana: a necessidade de criar rótulos e regras.

Já que o assunto são guitarras, faça um favor a si mesmo e ouça o solo de "Creed of the Infidel". Está entre os melhores que o Suffocation já compôs.

Outro aspecto que merece destaque são os vocais de Frank Mullen. Não é por acaso que ele é apontado como uma das maiores influências para vocalistas do death metal moderno. Seu gutural gravíssimo, surpreendentemente inteligível em boa parte do álbum, ajudou a consolidar o death growl como referência dentro do estilo. Além disso, surgem alguns fraseados que lembram os pig squeals, aquele vocal que mais parece um porco enfurecido sendo esfaqueado.

A arte da capa, assinada por Jon Zig — conhecido por trabalhos com bandas como Exhumed e Averse Sefira —, retrata um cenário sombrio e desolado, povoado por esqueletos soterrados e demônios errantes. O logotipo da banda e seu símbolo ocupam posição de destaque na parte superior da composição, resultando em uma ilustração simples, mas extremamente eficiente.

E como presente temos uma regravação da música "Prelude To Repulsion", faixa do eterno clássico trabalho Breeding the Spawn de 1993, que novamente ficou arrasadora.

Completam a formação Terrance Hobbs e Guy Marchais nas guitarras, Derek Boyer no baixo e Mike Smith na bateria.

Material absolutamente não recomendável para ouvidos sensíveis.


 

sábado, 4 de julho de 2026

20 anos de Transcendental do Imago Mortis!!!


O terceiro trabalho dos cariocas do Imago Mortis é Transcendental. Liderada pelo vocalista Alex Voorhees, a banda contava com Dennis Pombo e Rafael Bianzeno nas guitarras — este último também responsável pelas passagens de violino. A formação se completava com Bruno Coe no baixo e André Delacroix na bateria. Já o tecladista Pedro Santos aparece como músico convidado, embora participe de metade das doze faixas do álbum.

A banda continua trilhando o caminho do doom metal, ainda que incorpore, em diversos momentos, influências de power metal e até de thrash metal, como acontece na agressiva "Kali Yuga". Curiosamente, a música traz um órgão Hammond em destaque, instrumento que vez ou outra aparece em algum trabalho de metal, mas com o qual confesso nunca consegui me acostumar.

Há espaço também para um quase death/thrash em "Sangue e Dor", a faixa mais agressiva do disco e a única cantada em português. Em contrapartida, a abertura formada por "Hall of Souls" e "Across the Desert" mergulha de cabeça no épico doom metal, agradando facilmente aos fãs de Candlemass e Solitude Aeternus.

A participação especial de Melissa Matos, creditada como Mel Bôa Morte e conhecida por sua passagem pela banda de gothic metal Trinnity, enriquece "Searching for a Touch of Divinity" com seus vocais femininos.

O trabalho das guitarras merece elogios à parte. Em alguns momentos, como na belíssima "Love Path", as melodias remetem ao My Dying Bride, especialmente à fase de Like Gods of the Sun.

Meu momento preferido, no entanto, é a épica "Undrying Tears". Talvez porque ela faça parte de uma de minhas coletâneas pessoais de muitos anos atrás, mas também porque reúne com enorme competência diferentes atmosferas e elementos musicais, conduzindo o ouvinte de um sentimento a outro com naturalidade, classe e desenvoltura. É impossível não reservar um lugar especial para uma composição como essa.

Como bônus, o álbum ainda traz "Bring Out Your Dead", clássico absoluto e provavelmente a música mais conhecida da banda, originalmente lançada no álbum de estreia, em 1998.

Transcendental é mais uma prova da enorme qualidade do vasto e poderoso cenário nacional, e chega aos vinte anos como um trabalho que merece ser redescoberto.


 

domingo, 28 de junho de 2026

20 anos de Triumph Or Agony do Rhapsody!!!


Confesso que, em 2006, o Rhapsody já não era mais um nome presente em meu radar metálico como havia sido nos primeiros anos. A banda parecia ocupar mais espaço nas discussões sobre os direitos de seu próprio nome do que em meu aparelho de som. Também era um fenômeno que conquistava rapidamente uma parcela mais jovem dos fãs de metal, aqueles que não suportavam o sangue e os zumbis de bandas como Cannibal Corpse e passavam as tardes de sábado jogando RPG como se os poderes das cartas emanassem de seus próprios corpos.

Ouvindo Triumph or Agony hoje, percebo uma banda que se aproximou muito mais de uma trilha sonora para jogos de fantasia do que propriamente de uma banda de metal. E isso não é necessariamente um defeito. O álbum é agradável, os corais são empolgantes e a voz de Fabio Lione continua cativando por sua beleza natural. O problema é que as guitarras de Luca Turilli passaram a exercer um papel quase figurativo dentro do conjunto da obra, enquanto vocais, corais e orquestrações assumiram definitivamente o protagonismo.

Alguns solos, como os de "The Myth of the Holy Sword", ainda preservam resquícios do heavy metal que consagrou a banda, mas quem realmente dita as regras aqui é a orquestra. A redução da duração das faixas foi uma decisão interessante, embora a épica "The Mystic Prophecy of the Demonknight" ultrapasse os dezesseis minutos. Felizmente, suas diversas mudanças de andamento justificam a extensão, principalmente quando a criatividade da banda explode na parte mais agressiva da música, por volta dos nove minutos e meio.

As baladas também marcam presença. Entre elas está "Il Canto del Vento", cantada em italiano, língua natal da banda. Ainda assim, em vez de apostar em uma abordagem mais folk, baseada apenas em voz e violão, o Rhapsody novamente entrega o protagonismo às orquestrações, que ocupam praticamente todos os espaços.

"Silent Dreams" é uma das raras ocasiões em que as guitarras recebem maior destaque. Mesmo sem fazer da velocidade uma prioridade, a faixa desperta uma nostalgia que remete aos primeiros trabalhos do grupo.

No fim das contas, Triumph or Agony não é um álbum indicado para quem pretende extravasar como faria ao ouvir um verdadeiro disco de heavy metal. Agora, se a ideia é colocá-lo para tocar enquanto você mergulha em um bom livro de fantasia, no melhor estilo O Senhor dos Anéis, aí sim, criatura noturna, você estará muito bem equipado — e melhor acompanhado.

 

20 anos de The Nether Hell do Scars!!!


Uma amiga de Barueri/SP me enviou de presente o EP The Nether Hell, da banda paulista Scars, em uma época em que a comunidade metal ainda trocava cartas e material pelo Brasil afora, sem que as pessoas sequer se conhecessem pessoalmente. Aquele presente abriu as portas para que eu conhecesse uma banda sensacional, que anos mais tarde estaria concedendo uma entrevista aos nossos canais.

A qualidade de The Nether Hell é um primor, seja na produção, na arte gráfica ou, principalmente, na música. O Scars entrega um thrash metal agressivo que agrada facilmente aos fãs de Exodus e Korzus, já que o timbre de voz de Régis lembra bastante o de Marcello Pompeu. Os riffs de Alex Zeraib e Eduardo Boccomino transbordam peso e distorção, deixando evidente um trabalho construído com dedicação e capricho.

O baixo de André Sterzza ganha destaque em "Hidden Roots of Evil", apresentando uma performance diferenciada. Aliás, a faixa que encerra o EP carrega fortes influências do death metal e uma agressividade fora do comum. A escolha de "Creatures That Come Alive in the Dark" para abrir o trabalho foi mais do que acertada, já que essa porrada não dá ao ouvinte sequer um instante para respirar. É um verdadeiro arrasa-quarteirão, apresentando a banda de maneira bombástica, enquanto a faixa-título, um pouco menos acelerada, cria o clima ideal para apreciar suas melodias raivosas.

Curiosamente, as músicas já estavam prontas quando a banda decidiu criar um conceito lírico para o EP. A inspiração veio de Inferno, de Dante Alighieri, obra que o guitarrista Alex havia lido algum tempo antes e que se encaixava perfeitamente na mensagem que pretendiam transmitir, estabelecendo um paralelo entre os pecados descritos por Dante e a corrupção humana. Para ilustrar a capa e todo o encarte, foram utilizadas obras de Gustave Doré, Sandro Botticelli e Amos Nattini, artistas que, ao longo dos anos, eternizaram visualmente o universo criado pelo escritor italiano. O resultado é um conjunto gráfico que amplia ainda mais a atmosfera sombria e o conceito do trabalho.

The Nether Hell é um EP com a força, a consistência e a missão de um álbum completo. Um lançamento que jamais deveria ser esquecido.



 

domingo, 14 de junho de 2026

20 anos de A Light In The Dark do Metal Church!!!

Parece que os americanos do Metal Church estavam tentando evocar a arte de seu primeiro e aclamado álbum autointitulado de 1984, com a clássica guitarra cruciforme tombada na capa. Ou talvez fosse apenas uma lembrança deliberada dos velhos tempos, já que este oitavo trabalho, A Light in the Dark, também remete ao segundo petardo da carreira, The Dark, no título.

Era o primeiro álbum sem o baterista original Kirk Arrington. As baquetas ficaram a cargo de Jeff Plate, ex-Savatage e integrante do Trans-Siberian Orchestra. E o que posso dizer é que Plate fez um trabalho excelente. Grande baterista, encaixou-se perfeitamente na proposta da banda.

Como de costume, o Metal Church seguia mesclando um heavy metal mais melódico com um thrash metal sem tanta agressividade, resultando em um power metal encorpado e distante da velocidade apresentada nos primeiros anos. Ainda assim, o álbum proporciona uma audição extremamente prazerosa, alternando momentos mais introspectivos, como em "The Believer", e passagens mais aceleradas. O mais próximo de um speed metal que você encontrará aqui é a ótima "Mirror of Lies".

Os vocais de Ronny Munroe transitam entre o melódico e o áspero. Isso já fica evidente na faixa-título que abre o álbum, onde sua interpretação combina muito bem com a atmosfera da fase clássica da banda.

A sexta faixa entrega aquele épico que sempre agrada aos fãs do estilo, com seus quase dez minutos de duração. "Temple of the Sea" começa de forma melódica, com destaque para o baixo de Steve Unger, e de repente mergulha em um terreno mais agressivo, acompanhado por uma letra de tom quase apocalíptico.

Jay Reynolds e Kurdt Vanderhoof caminham com segurança por todo o trabalho. Seja nos riffs, solos ou melodias, a dupla demonstra experiência suficiente para não se aventurar em terrenos de areia movediça.

Outras faixas em que Munroe apresenta um vocal mais agressivo são a poderosa "Pill for the Kill" e "Son of the Son". Nesses momentos, fãs de Accept e talvez até de Grave Digger certamente se sentirão em casa.

O lendário vocalista David Wayne, responsável pelos dois primeiros álbuns da banda e também pelo retorno em Masterpeace, de 1999, havia falecido em maio de 2005, pouco tempo após um grave acidente automobilístico. Em sua homenagem, a banda regravou a clássica "Watch the Children Pray", uma das grandes músicas de The Dark, lançado em 1986.

Curiosamente, aquele mesmo álbum havia sido dedicado a Cliff Burton, que faleceu poucos dias antes de seu lançamento. Como muitos já sabem, o Metallica costumava ensaiar e se reunir no apartamento dos integrantes do Metal Church antes de alcançar o sucesso mundial.

São coincidências e conexões que tornam a história da banda tão interessante quanto sua própria música.