domingo, 14 de dezembro de 2025

20 anos de Four More Years of Terror do Master!!!

A gente já sabe que o Master, dos Estados Unidos, nunca foi exatamente reconhecido por suas capas de álbuns, mas em Four More Years of Terror talvez a banda tenha se superado — uma colegial com a frase “mais 4 anos de terror” escrita no quadro negro. Nem o Twisted Sister provavelmente aprovaria essa escolha.

Com a mesma formação que gravou o competente The Spirit of the West no ano anterior — Zdenek Pradlovsky na bateria, Alex '93' Nejezchleba na guitarra e o líder Paul Speckmann no baixo e vocal —, o Master não perdeu tempo e lançou seu oitavo álbum. Embora não tenha superado o antecessor, o álbum mantém o legado da banda firme e forte.

Se você gosta de um som pesado, gordo e imundo, não vai se decepcionar com "Does One Feel Pain", onde o baixo se destaca e ganha a atenção merecida. Para os fãs de death metal tradicional, a abertura com "Race to Extinction" vai te pegar de jeito, com uma pegada rápida, guitarras sujas e vocais agressivos. Outra faixa que representa bem a escola do death metal old school é a curta e veloz "Betrayal", com bateria cavalgada e um solo simples, mas perfeitamente encaixado.

E como não poderia faltar, há solos por todos os lados — uma característica bem presente no som do Master. Mas se você busca algo mais elaborado, embora com a mesma pegada underground, dê ouvidos a "Lined Up and Punished", que apresenta, em certo momento, uma guitarra mais heavy metal, ainda que sem perder a crueza característica da banda.

“Blind Hatred” é outro destaque, com um riff pesado e batidas alternadas que mais parecem um rolo compressor, carregando o título do álbum no refrão. A letra da música é ambígua, deixando uma dúvida sobre ser uma crítica ou defesa do povo americano, especialmente considerando que 2005 — ano de lançamento deste álbum — marcava quatro anos dos ataques terroristas às Torres Gêmeas e ao Pentágono.

"Line to Kill" traz a mesma fórmula de solos e uma pegada mais clássica de thrash metal, provando que Speckmann e sua trupe poderiam mostrar dentes mais claros sempre que quisessem.

Mais uma obra de peso do Master, um dos maiores ícones do death metal americano, que segue firme na sua fórmula — sem grandes inovações, mas com a mesma força de sempre.

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