O baterista Micke Backelin retorna à formação do Lord Belial, após um hiato durante as gravações de The Seal of Belial no ano anterior, quando a banda tomou um rumo mais arrastado dentro do metal negro. Agora a trinca de Backelin, Anders (baixo), Micke (bateria) e Thomas (guitarra e vocal), ao lado do guitarrista Hjalmar Nielsen — que se juntou em 2004 —, o Lord Belial entrega o seu sexto álbum, Nocturnal Beast.
O álbum segue a mesma linha de seu antecessor, mantendo o black metal arrastado, recheado de melodias mórbidas, tristes e belas, além de um vocal rasgado e soturno. As influências do death melódico são evidentes, mas de forma que não torna a música enfadonha. O baixo se destaca tanto quanto as guitarras, o que é uma característica rara no som extremo, mas que adiciona uma densidade única à sonoridade do álbum.
Músicas mais épicas, como “Monarchy of Death”, são pontuadas por solos de guitarra interessantes e alguns blast beats, enquanto a atmosfera traz ecos da banda Dissection, uma clara referência. Se você é fã de Jon Nödtveidt, sem dúvida encontrará algo que vai agradar neste trabalho. E não posso deixar de mencionar que "Nocturnal Beast" também vai agradar aos fãs de At the Heart of Winter, do Immortal.
Logo no início, em “Invocation of the 68th Demon”, sons bizarros tentam testar sua resistência. Porém, posso adiantar que são apenas detalhes passageiros. Mergulhe de cabeça nessa jornada sombria do Lord Belial e, se for da sua índole, cubra as entradas com sal grosso para evitar visitas indesejadas.
A arte da capa não é das mais chamativas, mas, para os fãs do underground, ela é completamente adequada. Embora não seja um álbum amplamente discutido nos círculos do metal negro, 20 anos depois de seu lançamento, é uma verdadeira joia escondida, digna de uma audição atenta. O Metal e Loucuras recomenda.

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