sábado, 13 de dezembro de 2025

20 anos de Stormbläst MMV do Dimmu Borgir!!!


 Hail, criaturas noturnas. Posso afirmar sem culpa que amo o Dimmu Borgir da Noruega, mas não necessariamente seus dois primeiros álbuns, quando a banda ainda praticava um black metal simples, mais sinistro do que furioso. Portanto, uma releitura de seu segundo registro não causa em mim o mesmo efeito que provoca nos fãs que idolatram o original — efeito este que, para muitos, costuma pender tanto para o bem quanto, na maioria das vezes, para o mal.

Em minha visão, ele se encontra no mesmo patamar do original, não pela questão sonora, mas por gosto pessoal. Ambos pouco acrescentam à discografia da banda, e eu certamente não choraria por três dias caso deixassem de existir. Ainda assim, analisando friamente esta regravação de 2005 — quando apenas Shagrath e Silenoz levam os créditos principais, mesmo com Mustis figurando discretamente como responsável pelos teclados — temos um álbum decente de black metal moderno. Não fossem pérolas como Death Cult Armageddon e, especialmente, Puritanical Euphoric Misanthropia, talvez este trabalho conseguisse algum destaque maior.

O problema talvez resida justamente na simplicidade. Acostumamo-nos a um Dimmu Borgir extremamente técnico, repleto de arranjos complexos, mudanças constantes de andamento, orquestrações grandiosas e uma raiva ao mesmo tempo original e irônica — adjetivos raramente encontrados em Stormbläst. A gravação, por outro lado, é muito boa, o que joga a favor, sobretudo se comparada ao som abafado do original. Houve também uma releitura quase completa das partes de teclado. Momentos mais acústicos, como a bela passagem de “Når Sjelen Hentes Til Helvete”, ganharam um clima mais harmônico, agradando quem aprecia linhas melódicas bem delineadas.

Duas faixas são inéditas, e a que encerra o álbum, “Avmaktslave”, é uma grata surpresa. Seu início traz o som de crianças brincando e, quando os instrumentos surgem, há um coral quase inaudível que antecede uma estrutura marcada por um riff muito competente. O mérito está em terem criado uma música com a cara do álbum original; do contrário, soaria completamente fora da curva, considerando a evolução musical que a banda adquiriu ao longo dos anos.

Algumas polêmicas cercam o Stormbläst original. A principal envolve o tecladista Stian Aarstad, que em “Sorgens Kammer” utilizou melodias retiradas de um jogo de computador, mantendo o fato em segredo. Por isso, na versão de 2005, a faixa foi substituída por uma composição inédita, “Sorgens Kammer – del II”. Já a abertura de “Alt Lys Er Svunnet Hen”, plagiada de uma banda inglesa de hard rock chamada Magnum, foi simplesmente suprimida na regravação.

Stormbläst MMV não é um patinho feio dentro da discografia do Dimmu Borgir, mas acabou surgindo em um momento de plena grandeza da banda — e apareceu sem coroa, sem trono e sem o peso real que seus próximos carregariam.


 

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