sábado, 5 de setembro de 2026

20 anos de A Twist In The Myth do Blind Guardian!!!

O Blind Guardian, da Alemanha, foi moldando seu som através dos anos. De um início mais tradicional, com Battalions Of Fear e Follow The Blind, a um Power Metal ora com influências folk, ora progressivas, para, a partir de Nightfall In Middle-Earth, apresentar um som menos agressivo. O que ouço em seu oitavo trabalho, A Twist In The Myth, é uma banda que sofreu com algumas críticas mais pesadas ao registro anterior, A Night At The Opera, e tentou voltar à era de ouro, mas sem energia suficiente para emplacar clássicos como Imaginations From The Other Side, por exemplo.

Não que Twist seja um álbum ruim, ele só não tem nenhuma raiva embutida e soa politizado, no sentido de tentar agradar uma parcela de fãs que, por ventura, tenham se distanciado nos últimos anos. E é a partir da terceira faixa, Turn The Page, exatamente uma das canções que me remetem ao álbum anterior, que este trabalho começa a fazer sentido. Ela não parece fazer parte da síndrome do "olha, eu ainda sou o Blind Guardian".

Fly também é uma faixa interessante, mas não espere nada acelerado, nenhum grito excepcional de Hansi Kürsch ou uma distorção mais poderosa nas guitarras de Andre Olbrich e Marcus Siepen. Another Strange Me foi presenteada com videoclipe. O solo é legal, apesar de curto, e as cenas do vídeo lembram mais uma banda como o Nevermore do que uma banda que sempre falou de fantasia como o Blind. Mas a música fica um pouco acima da média em relação às demais.

Talvez seja uma unanimidade que as melhores faixas deste trabalho sejam Straight Through The Mirror e Skalds And Shadows, aquelas que mais se aproximam daquilo que o Blind já fez anteriormente. Ainda assim, é importante frisar: o som parece ter recebido uma camada extra de plasticidade, que tornou as músicas muito digitalizadas, como se elas fossem criadas por inteligência artificial, coisa ainda impossível em 2006.

E se você quiser começar a ouvir o Blind Guardian, não comece por A Twist In The Myth. A chance de não querer ouvir algum outro é grande. 

 

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