sábado, 5 de setembro de 2026

20 anos de Stench of Redemption do Deicide!!!


O que esperar do oitavo álbum de estúdio do Deicide, o primeiro após a saída dos guitarristas Eric e Brian Hoffman, dois dos fundadores da banda em 1989?

Bem assessorados — ou inteligentes —, o baixista e vocalista Glen Benton, ao lado do baterista Steve Asheim, trouxeram dois nomes de peso para abafar qualquer polêmica. O primeiro foi Jack Owen, que acabava de se desligar do Cannibal Corpse, outro gigante do death metal americano. Owen também havia sido um dos fundadores do Cannibal, 15 anos antes, e o que saiu na mídia foi que ele havia perdido o interesse pelo death metal. Pois é... meses depois, entrou no Deicide. Então...

O outro convocado, pelo contrário, entrava de cabeça nesse estilo a partir dali. Ralph Santolla, que acabara de tocar por aproximadamente um ano com Sebastian Bach (ex-Skid Row) e que havia feito seu nome na banda de melodic heavy metal Millenium, chegava para abrir um novo leque de possibilidades na guitarra da banda.

Com uma bela e medonha arte de capa, o trabalho, que também saiu pela Earache, é uma bela obra estúpida e acelerada. Percebe-se guitarras mais técnicas e solos mais elaborados — ouça o de "Not of This Earth". Já Asheim ganhou um novo fôlego com essa formação, pois sua bateria está impecável, absurdamente veloz, com pedais duplos arrasadores.

Uma de minhas preferidas é "Desecration". Com um nome simples, porém, sempre que seu riff inicial surge, já me vem aquela lembrança de uma boa e conhecida pancadaria começando.

Os vocais de Benton continuam destruidores. Em momentos como "Never to Be Seen Again", eles são aquele gutural ultracavernoso de álbuns como Once Upon the Cross. Em outros, como "Crucified for the Innocence", Benton já mescla bem os rasgados com o gutural mais aberto.

"The Lord's Sedition", a mais longa do petardo, é aquela que tem um início totalmente distinto de tudo aquilo que o Deicide já havia feito. Parece até que você está começando uma faixa de heavy metal. Claro que essa foi uma inspiração de Santolla — e claro que Benton não permitiu que ela fosse assim o tempo todo. Chega o momento certo, o caos impera e o holocausto se inicia.

A faixa mais conhecida do trabalho certamente é "Homage for Satan", que ganhou um videoclipe, com um riff que remete até ao Slayer em sua fase God Hates Us All e um solo fenomenal de Santolla.

A nova era do Deicide começou com o pé direito.


 

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