segunda-feira, 7 de setembro de 2026

20 anos de Christ Illusion do Slayer!!!

Sempre achei o Slayer uma banda inconstante depois do sensacional Seasons in the Abyss, de 1990. Defender a banda como representante suprema do Thrash Metal, frente às incursões das outras três bandas do Big 4 em outros estilos, foi — ou continua sendo — uma falácia de advogado forjado em EAD, já que, de 1994 em diante, eles flertaram com Punk e New Metal.

Mas acredito que justamente Christ Illusion tenha sido a primeira tentativa, em anos, de voltar ao Thrash Metal, mesmo que sem a mesma capacidade de trazer à tona novos e imortais clássicos. Algumas músicas, como Flesh Storm, que abre o trabalho, ou Jihad, têm uma veia mais interessante, apesar de os fraseados inseridos em Jihad terem sido usados dezenas de vezes por Dave Mustaine.

O retorno de Dave Lombardo ao kit de bateria também pode não ter tido o resultado desejado por milhares de fãs, uma vez que Paul Bostaph vinha desempenhando um bom trabalho, e aqui não vemos nada tão esmagador quanto o que ele entregava nos anos 80. Catatonic é uma música interessante, com ritmo cadenciado, e deixa ainda mais claro um aspecto cru da produção. Como se a banda tivesse voltado à era analógica sem botar muito a mão na massa na hora de produzir o trabalho.

Isso não soa exatamente como um álbum mais Thrash, porém elimina qualquer groove ou tendência mais modernosa presentes nos dois últimos full lengths. As letras também não evoluíram. Motivados por guerras santas (se você considera o petróleo algo santo) ao redor do mundo e críticas ao próprio governo americano, lembram mais adolescentes tentando soar inteligentes para colegas e garotas numa mesa cheia de garrafas vazias de cerveja e fumaça de cigarro no bar da faculdade, em final de período.

Mas, repito em outras palavras: antes uma tentativa vaga de retornar ao som que os consagrou do que continuar tentando a redenção num estilo em que entraram de intrometidos.  

 

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