Após um início bem interessante, com Cast Into Fields of Evil Pleasure, de 2003, a banda de Symphonic/Melodic Black Metal Illnath, da Dinamarca, retornava em 2006 com sua segunda obra, Second Skin of Harlequin. Na formação, apenas a saída do baterista Benjamin Johannesen, com créditos para um músico contratado creditado como Snick (se bem que, com este nome e mais nada com que se possa pesquisar a respeito, pode nem ser um humano).
A música do Illnath continua muito boa aqui, apenas perdeu um pouco daquela magia do debut, quando os músicos ficam anos aprimorando as ideias para colocá-las em prática no estúdio. A arte da capa me agrada, principalmente pelo jogo de cores verdes, pretas e brancas, apesar de indicar erroneamente um trabalho gótico. Não que a influência do estilo não exista, mas ela realmente não define o som.
Geralmente, as faixas têm vida própria, com os teclados comandando tudo, porém algumas são menos expressivas que outras. She The Plague, por exemplo, é mediana se comparada à Pieta, com sua melodia inspirada. Este trabalho já lembra menos o Cradle of Filth do que o debut, e estes momentos ficam mais por conta dos gritos estridentes de Narrenschiff, mas, no decorrer das músicas, pouco se depara com o som dos ingleses agora.
A praia te joga mais para o lado de um Agathodaimon, da Alemanha, por exemplo, com a adição de teclados mais felizes. As mostras de Melodic Death já eram flagrantes, mesmo que fossem na linha Children of Bodom, onde os teclados ganham mais força do que em bandas como Soilwork.

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