sábado, 31 de outubro de 2026

20 anos de Burden of Truth do Circle II Circle!

Eu praticamente engoli o livro O Código Da Vinci quando foi publicado. Cada capítulo, com seu repertório frenético, cheio de reviravoltas e suspense, me jogava imediatamente ao capítulo seguinte. E acredito que Zak Stevens, vocalista do Circle II Circle, tenha sentido o mesmo, pois resolveu lançar um álbum conceitual sobre a obra de Dan Brown, unindo-a à leitura de O Santo Graal e a Linhagem Sagrada. Para nossa sorte, as letras não retratam exatamente aquilo que encontramos no livro, pois isso poderia afastar alguns fãs que acharam a obra comercial demais. Portanto, você nem precisa conhecer o livro, nem ter visto a adaptação para o cinema, que é muito ruim, por sinal, para gostar de cada segundo de Burden of Truth. Um trabalho genuíno de power metal, com pitadas de progressivo, que compete bem em qualidade com o debut de 2003.

Este é o terceiro trabalho da banda e o primeiro a não contar com os membros do Savatage Jon Oliva e Chris Caffery, além de ser o que menos se assemelha à antiga banda de Zak. E o que poderia se tornar um problema serviu, ao contrário, para provar que a banda tinha talento suficiente para trilhar um caminho próprio. Zak está cantando de forma sensacional, com um sentimento pungente, e ainda é o grande destaque. Mas a dupla de guitarristas Paul Michael Stewart e Evan Christopher manda muito bem, com riffs bem feitos e solos muito bons, como o de "The Black", que é perfeito. Não sei dizer qual elemento, mas, em vários momentos deste trabalho, a fase do Iced Earth com Stu Block me vem à mente, como na ótima faixa "Messiah", por exemplo.

A capa é bonita e faz referência aos Cavaleiros Templários, algo bem alinhado à temática do livro. Em julho de 2006, antes mesmo do lançamento oficial, a banda anunciou que havia escondido um mistério em algum lugar da arte gráfica e nas letras das músicas. Os fãs seriam convidados a descobrir esse segredo em um concurso que começaria numa sexta-feira 13, em outubro daquele ano. A data era uma referência ao dia em que um dos grão-mestres dos Cavaleiros Templários, Jacques de Molay, foi preso. Se alguém descobriu ou se a banda divulgou algo posteriormente, não sabemos. O negócio é pegar a bolacha, sentar no sofá com um copo de cerveja e curtir o bom trabalho que o Circle II Circle criou.

Destaques para a faixa de abertura, "Who Am I to Be?", "A Matter of Time", "Revelations", "Black", a faixa-título e o excelente fechamento com "Live As One".


 

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