domingo, 11 de outubro de 2026

20 anos de Maniacal Renderings do Jon Oliva's Pain!!!

A história é conhecida de grande parte dos fãs de metal pelo mundo. O Savatage foi uma banda de Power Metal em sua primeira fase e, depois, incorporou o prog metal ao seu som. Duas bases fundamentais eram o tecladista e vocalista Jon Oliva e seu irmão, Criss Oliva, na guitarra, que faleceu em 1993. A banda continuou até 2002, quando encerrou suas atividades, mas depois teve outras aparições.

Jon, porém, que parece nunca ter superado totalmente a morte do irmão, montou sua própria banda, o Jon Oliva's Pain, em 2003, lançou seu debut, 'Tage Mahal, em 2004, e chegava ao segundo petardo, Maniacal Renderings, em 2006, que acaba de completar 20 anos. Ao lado de Jon, temos John Zahner também nos teclados, os guitarristas Matt Laporte e o novato Shane French, Kevin Rothney no baixo e Christopher Kinder na bateria. No primeiro álbum, Oliva havia gravado a segunda guitarra, mas Shane assumiu esse trabalho na sequência.

Particularmente, no Savatage, prefiro a fase com o vocalista Zak Stevens, mas confesso que é um prazer imenso ouvir Jon Oliva cantar neste projeto, que remete demais ao Savatage. Se, por um lado, temos a banda Circle II Circle fazendo esse papel com Zak, do outro temos aqui a fiel sequência musical de Poets and Madmen. Já foi dito que Jon trouxe alguns fraseados de guitarra de velhas ideias de seu irmão.

Abrindo com Through the Eyes of the King, que em raros momentos lembra a clássica Hall of the Mountain King, especialmente naquela pausa antes do refrão. A seguir, temos a minha preferida, a faixa-título, com toda aquela estrutura progressiva típica do Savatage e uma interpretação vocal magnífica. The Evil Beside You começa fingindo ser uma balada, mas logo segue o curso normal do metal. Time to Die pode não ter os solos de guitarra mais inspirados, mas é uma das mais pesadas, com um riff de certo groove que lembra algo de War of Words, do Fight, banda de Rob Halford.

The Answer já pode ser considerada uma balada, e chama a atenção por sua letra quase religiosa e muito introspectiva. Push It to the Limit é a mais veloz, mas não acho que a banda tenha se saído tão bem nessa abordagem. Na sequência, temos Who's Playing God, com um teclado que lembra um Hammond, a bela e sentimental Timeless Flight, com Jon dando uma aula de canto, além de Holes, End Times e Still I Pray for You Now.

Se ouviu muito Savatage e ainda não conhece Maniacal Renderings, está perdendo um precioso tempo.


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário