terça-feira, 13 de outubro de 2026

20 anos de Smear Campaign do Napalm Death!!!

Sabe quando você trabalha a semana inteira com o mesmo macacão, sujo de óleo e graxa, e acha que ele não tem mais onde colocar sujeira, mas, ao fim da tarde de sexta, uma tempestade te pega no caminho de volta para sua caverna e te joga numa poça de lama? Pois é, o som do Napalm Death, que achávamos que não poderia ficar mais sujo, ficou.

Em 2006, seu décimo segundo trabalho, Smear Campaign, saiu de trás de montanhas de lixo para trazer ainda mais sujeira e violência às ruas inglesas. E que sujeira bem-vinda, apenas um ano após nos brindar com The Code Is Red... Long Live The Code!

A banda, formada por Mark Greenway nos vocais, Mitch Harris na guitarra e backing vocals, Shane Embury no baixo e backing vocals e Danny Herrera na bateria, desta feita contou com uma participação meio fora da curva: a holandesa Anneke Van Giersbergen (ex-The Gathering), em “Weltschmerz”, uma intro muito legal, mas que não entrega o que está por vir, pois tem uma aura clássica bem diferente do grind/death. Ela também aparece em “In Deference”, uma pancadaria esquizofrênica na qual narra duas estrofes.

A faixa seguinte à intro, “Sink Fast, Let Go”, começa com aqueles backing vocals rasgados, e você fica sem saber o que vai acontecer, já que esperava os guturais de homens das cavernas que Barney vocifera. Mas logo ele dá o ar da graça com sua guturalidade.

Na sequência, temos aquelas que, para mim, são as duas melhores faixas do petardo: “Fatalist” e “Puritanical Punishment Beating” (caraca, como não lembrar de Dimmu Borgir com este título?). Esta última casa a velocidade massacrante a uma levada mosh perfeita.

Com uma arte de capa bélica e a cara do Napalm, em tons de preto e cinza, Smear Campaign traz o Napalm de volta à era grind inicial e carrega poucas influências death, mesmo que elas ainda estejam incrustadas na pele morta das canções.

Pode mergulhar sem pestanejar neste copo musical de fel, porque você vai se divertir como nos tempos antigos de redenção para o metal extremo, ou seja, no início dos anos 90.


 

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