domingo, 13 de setembro de 2026

20 anos de Above the Weeping World do Insomnium!!!

O terceiro álbum dos finlandeses do Insomnium, Above the Weeping World, de 2006, é uma continuação natural de seu legado. Aquele death metal melódico com algumas características doom, tanto no visual quanto nas letras e na melancolia explícita de suas músicas.

Começando por mais uma bela arte de capa, onde novamente a natureza se mostra suficiente para os melhores cenários de fundo para o som proposto pela banda. A lua, as árvores desfolhadas e um céu quase em chamas já prendem sua atenção, compondo um título desesperançoso que significa "acima do mundo que chora".

As letras continuam sendo um diferencial positivo, já que não soam piegas em um cenário em que muitas bandas se perdem. Inclusive, temos referências, como na faixa Drawn to Black, em que o refrão foi retirado de um poema de Francis Bourdillon, A Noite Tem Mil Olhos.

O vocalista e baixista Niilo Sevänen baixou um pouco o tom rosnado e, desta vez, sua voz veio menos parecida com a do vocalista do Amon Amarth. Além disso, aqueles fraseados limpos que encontramos no trabalho anterior foram limados, portanto temos aqui um álbum um pouco mais pesado do Insomnium.

Os riffs de Ville Friman e Ville Vänni soam básicos, porém totalmente ligados ao que a banda sabe fazer, além de apresentar aquelas melodias que enriquecem sua música e fazem dela tão desoladora, como na metade de The Killjoy.

A música Last Statement é uma de minhas favoritas, intercalando passagens mais leves, com solo de guitarra quase folk, a momentos de puro melodic death, onde os vocais, em algumas estrofes, se arrastam agonizantes.

Encerrando o petardo, uma faixa épica chamada In The Groves of Death, que já começa com dedilhado e teclados. Em sua parte pesada, uma melodia à la Paradise Lost, junto ao solo, enriquece a canção, antecedendo uma passagem limpa e belíssima.

A letra é um diálogo entre um filho que se sente frágil diante de um mundo assustador e misterioso, e o conselho do pai é que ele se afaste dos medos e aproveite a vida, que é breve, e a morte, mais austera.

E digo: se não é o que devemos fazer em nossos dias? Viver o hoje sem o desejo de que o próximo dia chegue rápido, já que talvez ele não chegue?


 

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