domingo, 13 de setembro de 2026

20 anos de Sacrament do Lamb of God!!!


Sejamos sinceros, o estilo do Lamb of God não é aquele que eu amo do fundo do coração. O groove não é nada mal, afinal temos exemplos maravilhosos em álbuns de Sepultura, Pantera e Machine Head, e os músicos do Lamb of God são muito bons, por sinal, mas é um som para ouvir e curtir, e raramente querer ouvir de novo. Mas fiquei me perguntando o porquê! Penso que faltam hits. E não estou falando de hits de sucesso que vão tornar a música mais comercial, mas aquela música que cria uma memória afetiva e é reconhecível em qualquer lugar, músicas como Walk ou Davidian, por exemplo.

Mas tudo bem, vamos nos concentrar em Sacrament que, de tudo que já ouvi do Lamb of God, é o que mais gostei até aqui. Ele começa com uma música chamada Walk with Me in Hell, que ganhou videoclipe. A letra é negativa e o clipe mostra imagens aleatórias tentando soar engraçado, e uma coisa já contradiz a outra. Falando da música em si, não é a melhor do álbum, mas você automaticamente percebe que Chris Adler é um monstro na bateria. Não à toa, o cara chegou a gravar com o Megadeth.

Já a segunda faixa, Again We Rise, tem uma espécie de coral no refrão que ficou muito interessante. A outra faixa a ganhar um videoclipe foi Redneck. Essa sim é uma música muito boa, mais acelerada, com o vocalista Randy Blythe soando menos gutural, o que automaticamente nos remete a Phil Anselmo. O vídeo é aquela típica história para a MTV, quando uma banda é convidada para tocar (e destruir) em um aniversário infantil e chega em um ônibus cheio de gostosas (ops).

Uma música que chama a atenção pela letra é Forgotten (Lost Angels), por dois motivos. Na época, a banda anunciou que estava se afastando de letras mais politizadas para algo mais introspectivo e pessoal. Porém, a letra de Forgotten pode ser classificada tanto como politizada quanto pessoal, já que retrata a visão da cidade de Los Angeles através dos olhos do vocalista, como o lugar onde ele cresceu, mas que não tinha nada do glamour de Hollywood que vemos de fora.

Forgotten (Lost Angels) é Randy Blythe olhando para Los Angeles e enxergando não os “anjos” de Hollywood, mas os seres humanos esquecidos sob as luzes da cidade. A referência aos tumultos de 1992 transforma essa repulsa em uma espécie de retrato apocalíptico de uma cidade que, para ele, já havia queimado por dentro — e que só precisava terminar de pegar fogo por fora.

Resumindo, talvez Sacrament seja o melhor trabalho da carreira do Lamb of God, mas ainda falta aquela música que te remete imediatamente a ele. 

 

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