sábado, 26 de setembro de 2026

20 anos de A Matter of Life and Death do Iron Maiden!!!


E o Iron Maiden chegava a seu décimo quarto trabalho de estúdio em 2006, durante a segunda era com os vocais de Bruce Dickinson, que dura até hoje. Aliás, é estranho quando pensamos que a fase de ouro da Donzela trouxe Bruce como vocalista durante 12 anos e, desde que ele retornou naquela fase conturbada, lá se vão outros 27 anos e 6 álbuns de estúdio, alguns notáveis e outros nem tanto. A Matter of Life and Death foi o terceiro trabalho após seu retorno e, acredito, o primeiro mais contestado desta fase, ao menos até o próximo The Final Frontier, do qual falaremos em 4 anos, se ainda estivermos caminhando por esta terra.

Mas a causa destas contestações, que ao menos no meu caso sumiram com o tempo, está claramente relacionada a uma veia mais progressiva que os ingleses incorporaram em seu álbum. Alguns começaram a reclamar, inclusive, da duração mais extensa das faixas, os mesmos que sempre elogiaram faixas longas da era de ouro, como Rime of the Ancient Mariner ou Seventh Son of a Seventh Son. Talvez sejam saudosistas que acompanharam a medonha evolução da humanidade no sentido de não terem mais tempo para ouvir uma música inteira com mais de 3 minutos.

Mas, em minha opinião, hoje este álbum supera seu antecessor, Dance of Death, começando pela arte da capa. Claro, afirmar isso talvez seja o mesmo que dizer que o vinho é melhor que a cachaça, pois é muito óbvio que qualquer arte do Maiden seja melhor que a de Dance of Death. Mas a arte da banda em forma de caveiras ao redor de um tanque de guerra, em um cenário de destruição e tons mortos, ficou sensacional.

Different World e These Colours Don't Run, esta com um solo que lembra a fase No Prayer for the Dying, são boas músicas, mas o primeiro grande momento vem em seguida com a sensacional Brighter Than a Thousand Suns, com um riff pesado que fica martelando sua cabeça. Bruce, já sem aquele poderio vocálico de outrora, canta de forma mais grave, alternando momentos mais suaves, e novamente se sobressai.

The Pilgrim também é uma faixa que fica na memória. Mesmo que não tão pesada, traz até um refrão bem palatável.

Algo sobre as letras do álbum: ao meu ver, elas se encontram com o tema de Seventh Son, pois encontramos muitas menções ao diabo, a Deus, ao céu e ao inferno, em meio a guerras e coisas afins.

The Longest Day carrega uma passagem um tanto progressiva em sua metade, antes e após o solo, além de algumas melodias que lembram música folk de algum país europeu.

E temos The Reincarnation of Benjamin Breeg, uma das músicas mais icônicas do álbum. Primeiro que é uma grande canção, com guitarras pesadas, cavalgadas em determinado momento, aquele baixo de Steve Harris sempre evidente e a curiosidade despertada nos fãs sobre quem era aquele tal de Benjamin. Ok, isso é uma das grandes brincadeiras de mistério do Iron Maiden. A banda criou uma biografia fictícia para um personagem que, curiosamente, sequer é citado na letra da música, alimentando durante algum tempo a dúvida sobre quem seria Benjamin Breeg. O Maiden criou um site dedicado a Benjamin Breeg, apresentado como se fosse mantido por um suposto primo que tentava descobrir o paradeiro dele. A intenção era justamente fazer os fãs investigarem e tentarem descobrir quem era aquele sujeito. Coisas que sempre fizeram com que gostássemos ainda mais do Iron Maiden.

Destaque ainda para For The Greater Good of God e The Legacy.


 

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