Metal e Loucuras

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sábado, 12 de outubro de 2013

Blood On The Rocks

 Escrever sobre um álbum musical que gostamos é muito bom. Ouvindo este álbum fica excelente. E o prazer de falar de algo que gostamos como se fosse feito por nós mesmo é indescritível. Blood On The Rocks é o terceiro e melhor trabalho do Witchhammer de Belo Horizonte, lançado em 1992. A capa simples com a foto da banda não revela a qualidade materializada em música que cada faixa neste play contém. Me lembro que em nossos ensaios em 1994 eu sempre levava alguns LPs para ouvirmos e Blood On The Rocks sempre estava lá. Aqueles que conheciam apenas os dois primeiros discos da banda assustavam com a pegada deste álbum. Mais um dos vários que conheci através do Headbanger Attack da Extra FM, não tem uma passagem sequer aqui que não empolgue o ouvinte. Quantas vezes batemos cabeça tocando "air guitar" ouvindo esta pérola do metal.  
O início com a faixa título já mostrava que tudo seria fenomenal, O timbre das guitarras, a levada do baixo e o som de bateria estava perfeito. O vocal de Casito, mais rasgado e potente casou perfeitamente com o instrumental. "God's Growing Older" vem mais cadenciada e é uma das melhores já compostas. Fica difícil dizer isso dentro de um álbum tão bom. Os backing vocals foram essenciais  no refrão desta música. Depois vem "The Leather Boy" com uma base bem criativa, aliás as bases deste disco fazem as músicas serem gostosas de ouvir. "The Orchestra Of Irony" emenda na sequência com uma primeira parte bem thrash e uma bela pancadaria na sequência com solo curto e estonteante. "Call: X" é aquela música diferente que a banda sempre coloca em seus álbuns, com pouco mais de dois minutos e o vocal que não sei porque sempre me lembra  Red Hot Chili Peppers. Iniciando o lado B a pancadaria volta a comer solta com "Looking For War" onde os backing vocals continuam fazendo um papel importante. "Bitter Night (Far From Home)" e "Switched On Telly" seguem com a qualidade em alta e em seguida aquela que naquela época era minha preferida, a longa e arrastada "Path To The Cemetery" (alguém lembrou de Ramones aí?). Essa música é simplesmente espetacular, é daquelas que quando chega a vez você aumenta o volume para o máximo. Tem uma base com paradinhas lá pelos três minutos que não dá pra ficar sem banguear. (Obrigado Witchhammer rsrsrs). E o final não poderia ser melhor sem "Terrorist Prize" mandando mísseis no governo. O único problema deste disco reside no fato dele ainda não ter sido lançado em CD após 21 anos de lançamento em vinil. Tem coisas no mundo da música que não dá pra entender.  

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