segunda-feira, 31 de maio de 2021

Vamos de Death, criaturas!


 Música: Crystal Mountain

Álbum: Symbolic (1995)

Construída a partir de uma fé cega

Morta por uma fantasia auto induzida

Virou uma página para justificar

Conjurando o poder - ele largamente se abre

No sétimo dia,

É assim que foi feito?

Torcendo seus olhos para perceber

Tudo que você quer

Supor da ignorância

Que te machucou com sua

Adaga em forma de cruz

Dentro da montanha de cristal

O mal toma forma

Dentro da montanha de cristal

Mandamentos renascem


Todas as armadilhas preparadas para confinar

Todos aqueles que vão em busca do divino

Na vista e na mente dos hipócritas

Um escravo para a maldição confinado eternamente


Quebre o mito

Não se corte

Em suas palavras contra

Sonhos feitos de aço

Mais forte que qualquer fé

Que te inflige dor e medo,

É assim que é feito?

Torcendo seus olhos para perceber

Tudo que você quer

Supor da ignorância

Que te machucou com sua

Adaga em forma de cruz

domingo, 30 de maio de 2021

20 anos de Tara do Absu!


E Tara da banda americana Absu é mais um dos aniversariantes do mês de maio com 20 aninhos nas costas. E é um senhor álbum, classificado por muitos como o melhor da banda, que teve seu fim anunciado ano passado por seu líder Proscriptor. Nesta obra sensacional ele toca quase tudo (menos baixo e guitarra que ficaram a cargo de Equitant e Shaftiel), teclados, bateria, vocais, tudo em prol da destruição sonora com muita qualidade. Apesar da melodia não ser papel importante na música do Absu, em vários momentos ela aparece de forma arrebatadora, como na excepcional "Stone of Destiny (...For Magh Slecht And Ard Righ)" considerada a faixa épica do trabalho, com a brilhante participação nos vocais do mago King Diamond, batizado nos créditos como Masthema Mazziqim, que enriqueceu uma obra que já nasceu clássica por si só. A música tem um andamento mais lento que a normal pancadaria, mesmo que as mãos de Proscriptor parecem ter vida própria e não conseguem socar a bateria de forma abaixo dos 200 bpm. O opus que começa e termina com sons de gaita de fole, nomeados como Tara e Tara (Recapitulation) saiu pela Osmose que já viveu áureos tempos lançando bandas de metal extremo de qualidade acima da média, e uma linda arte criada por Kris Verwimp, que já deixou sua assinatura em trabalhos de monstros como Enthroned, Marduk e Manegarm. Alguns momentos fora da régua aparecem como na instrumental "Bron (of The Waves)" um dedilhado lindo com sons de ondas e ventos ao fundo que bem poderia estar em um álbum do Blind Guardian, mas pancadas com base no Black Metal, mas um pezão no Death e Thrash Metal são a essência desta obra colossal, com um trabalho, como sempre, invejável de bateria, massacrante, rapidíssima, e furiosa, como em Vorago (Spell 182) e em várias outras, vocais rasgados e ótimos riffs rápidos de guitarras. Não é uma obra fácil de conseguir, mas que deveria fazer parte das prateleiras de todo amante de metal extremo. Um álbum primoroso do início ao fim.

 

quinta-feira, 20 de maio de 2021

20 anos de La Grande Danse Macabre do Marduk!


Depois de lançar um dos álbuns mais rápidos e extremos do Black Metal, o destruidor Panzer Division Marduk de 1999, os suecos resolveram pisar no freio e gravar um álbum carregado de nuances mais pesadas e arrastadas, mesmo que a agressividade tenha se mantido intacta. La Grande Danse Macabre é o último play do Marduk com uma produção mais crua, com toda distorção das guitarras despejando podridão nas melodias, já que a partir de World Funeral a produção deixou as coisas mais limpas, claro, dentro da proposta ainda suja da banda. A intro "As Moriendi" e "Pompa Funebris 1660" são instrumentais que exemplificam a morbidez arrastada, sendo a primeira uma marcha que introduz perfeitamente a pancadaria de "Azrael" com seus riffs matadores e a segunda um som maquiavélico e maldito que faz viajar pela atmosfera negra que emana. "Obedience Unto Death" traz de volta a pancadaria enquanto a ótima "Bonds Of Unholy Matrimony" tem um ótimo trabalho de bateria de Fredrik Andersson. A faixa título é a mais longa e talvez a mais arrastada do álbum, com um ótimo som da guitarra de Morgan e o baixo pulsante, mesmo que não muito na cara, de B. War. A capa do play é bela, mas traz um porém, que é o logo tradicional inexistente, coisa que sempre contraria os fãs. Impossível resenhar um play desta fase e não enaltecer os vocais de Erik Legion, um dos vocais mais fudidos do metal extremo, que estava em seu auge cavernoso, um dos maiores trunfos para a banda alcançar o patamar de um dos maiores ícones do estilo no mundo. O álbum segue com "Death Sex Ejaculation", a música mais próxima da sonoridade do vindouro "World Funeral", a perfeita "Funeral Bitch" com seu medonho refrão, a dona de riffs excelentes e uma bela melodia "Summers End" e fecha com a esporrenta J.C....Sodomized. Um play fenomenal que não envelheceu em 20 anos. 


 

domingo, 16 de maio de 2021

20 anos de The World Needs A Hero do Megadeth!

 


The World Needs A Hero completa 20 anos e traz de volta aquela sensação de que uma das maiores bandas do planeta estava para encerrar carreira. Mas, assim como na vida da maioria das pessoas, aquela fase foi só um tornado que fez a banda de Dave Mustaine lutar e ficar mais forte. Após um álbum no mínimo fraco, o famigerado Risk, e a perda de mais um membro da formação clássica, o guitarrista Marty Friedman, o Megadeth lançava um álbum que tinha a missão de recolocar o trem desgovernado do Thrash Metal novamente nos trilhos. E sem muito estardalhaço o play chegou às prateleiras do mundo com o mascote Vic Rattlehead brotando do peito de Mustaine, como se fosse aquele Alien de Ridley Scott. The World... é claramente um álbum mais lento na carreira da banda, sem aqueles riffs ultra rápidos que estávamos acostumados, e possui algumas partes até dançantes (o que?) como no refrão da faixa título e em "Moto Psycho", mas é um álbum excelente de se ouvir, com músicas sensacionais, como na 2ª e última (até hoje) balada da banda, a belíssima "Promises", a única co-escrita pelo novo guitarrista Al Pitrelli (Savatage) com Mustaine. "Recipe Fo Hate...Warhorse" resgata aquela construção de "Sweeting Bullets", boa parte narrada e depois mais acelerada com belos interlúdios de solos de guitarra e um ótimo riff. Músicas mais "calmas" porém muito boas são "Disconnect" que abre o petardo, "Burning Bridges" e "1000 Times Goodbye" com seu refrão pegajoso. "Dread And The Fugitive Mind" é outra faixa excelente que abre o clássico ao vivo "Rude Awakening" de 2002 e que pegou muita gente que ainda não conhecia "The World.." de surpresa. Uma época em que Dave ameaçou acabar com a banda devido a problemas nos tendões que ameaçaram fazer o guitarrista parar de tocar. Vale ressaltar ainda que o álbum apresentou "Return To Hangar", uma sequência à clássica "Hangar 18" da fase de ouro, que se não chega perto de ser tão sensacional quanto, ao menos trouxe aquela disputa de solos maravilhosa. O álbum fecha com uma longa e pesada faixa chamada "When" que eu adoro, e que mandou aquele riff descaradamente de "Am A Evil" do Diamond Head, mas ficou sensacional. Um álbum que não pode faltar de maneira alguma na coleção dos amantes da banda. 

terça-feira, 11 de maio de 2021

Vamos de Black Sabbath criaturas!

 


Black Sabbath (1970)

O que é isso que está diante de mim?

Um vulto preto que aponta para mim

Viro rapidamente e começo a correr

Descobri que eu fui o escolhido

Oh, não!


Uma grande figura negra com olhos de fogo

Revelando às pessoas seus desejos

Satã está lá, ele sorri

Observa aquelas chamas crescendo cada vez mais

Oh, não, não, por favor Deus me ajude!


Será o fim, meu amigo?

Satã está virando a esquina

As pessoas correm pois elas estão assustadas

É melhor elas correrem e tomarem cuidado!

Não, não, por favor, não!


domingo, 9 de maio de 2021

20 anos de Last Fair Deal Gone Down do Katatonia.

 


Se você é daqueles que pensa totalmente diferente dos próprios membros do Katatonia, que desprezam a fase Death/Black/Doom dos primeiros álbuns, e fica o ano inteiro esperando chegar o mês 12 pra ouvir Dance Of December Souls, há uma grande chance de passar direto por esta resenha sem ler mais nada. Claro que cada músico faz o que bem entender de sua banda, e cada fã ouve o que bem entender, mas muitos não aceitam justamente a mudança, e acabam separando o Katatonia entre a fase do copo de sangue fervendo e a fase do chá gelado sem açúcar. Independente do que você pensa, a banda sueca é uma daquelas que mudou de estilo e se manteve sem precisar voltar a fazer o que os saudosos esperavam, fato que prova que o som cheio de melodia tem lá os seus apreciadores. O que você ouve em "Last Fair Deal Gone" segue um ritmo constante e morno em "Despossession", mas os vocais acabam melhorando em "Chrome", imprimindo mais emoção. "We Must Bury You" com sua letra psicótica é curta e cumpre bem o papel proposto de afetar mais pelo lirismo que pela estrutura. A capa do álbum é meio apagada e lembra cenas de games de terror como Alone In The Dark ou Silent Hill, mas é uma boa capa. Uma qualidade a ser citada é a clareza da produção, os instrumentos estão polidos e suaves, diferente do primeiro surto clean chamado "Tonight's Decision" de 1999, que era bem sujo e com o dobro de melancolia. E isso me faz pensar que o álbum de 99 fica naquela zona mental de algo legal que não precisa mais necessariamente ser ouvido, mas com "Last Fair..." você sabe que prefere o sujo ao limpo. Resumindo e traduzindo ao bom português. Continue esperando dezembro chegar e esqueça o resto.


terça-feira, 4 de maio de 2021

Vamos de Blind Guardian criaturas!

 



Bright Eyes (1995) - Imaginations From The Other Side


Tolo, apenas mais um tolo, apenas mais um

Tolo, apenas mais um tolo, apenas mais um

Tolo, apenas mais um tolo, apenas mais um

Tolo, apenas mais um tolo, apenas mais um


Eu estive esperando por sinais de Deus

Criado, escravizado, comportado

Tudo está fora de controle


Me deixe só, isolamento suporta a esperança

Há algo mais esperando, um destino prometido

Congelando-me, eu me sinto inquieto e pequeno

Esses dias cheios de tristeza quão alegremente se transformam em medo

Meu espetáculo de horrores começará à noite

Não chegue depois da hora


Olhos brilhantes

Cegos pelo medo da vida

Nenhum Merlin está do meu lado


Tudo está fora de controle

Tudo está fora de controle

Em meus planos futuros

Tudo está fora de controle

Ninguém deixado para ferir

Tudo está fora de controle

O sofrimento foi embora


Memórias quebradas, subindo as escadas, passo a passo

Eu vejo o mundo todo queimando

O poeta morre na terra do nunca

Como queima


Ei, mãe teimosa, eu realmente a odeio

Se você disser sim, eu direi não

Das cinzas para as cinzas, mas não do pó para o pó

Se você for lá, eu irei voltar


Olhos brilhantes

Cegos pelo medo da vida

Traído pelo nascer do Sol

Olhos brilhantes

Cegos pelo medo da vida

Nenhum Merlin está do meu lado


Ei, pai teimoso, você é o yin e eu sou o yang

Eu me sinto só, quem realmente se importa?

Nascido das cinzas para perder todos os jogos com um sorriso no rosto

Com um sorriso no rosto


Olhos brilhantes

Cegos pelo medo da vida

E os dragões negros levantam

Olhos brilhantes

Cegos pelo medo da vida

Nenhum Merlin está do meu lado


Então ainda estou no meu quarto, hoje

O inverno está aqui durante o verão

Eu devo dizer que eu estava errado sendo que estou certo?

Adeus à minha última esperança

domingo, 2 de maio de 2021

20 anos de The Crusher do Amon Amarth.


Em "The Crusher" os vikings do Amon Amarth mantiveram a mesma formação que gravou o álbum anterior e isso deu força ao grupo para compor um trabalho mais coeso. O play abre com a brutal "Bastads of a Lying Breed" onde a pancadaria come solta e os vocais de Johan Hegg estão bem rasgados e agressivos. Já em "Masters of War" encontramos guturais e uma faixa mais pesada. A arte da capa traz novamente a característica de tons amarelos (fogo), vermelho e marron, e um viking de bigodes com trancinhas com cara de fã do Manowar. Um dos grandes destaques é "As Long As The Raven Flies" que, apesar da letra curta e incompreensível, tem melodias grandiosas e épicas, com as guitarras bem criativas. Outro grande momento vem com "Annihilation of Hammerfest", onde o instrumental inicial lembra os mestres do Immortal em álbuns como "Songs Of Northern Darkness" e "At The Heart Of Winter", além de apresentar o melhor solo de guitarra do álbum e um solo bem curto que deveria se extender, mas... O Amon Amarth surgiu como um terremoto na virada do milênio e influenciou muitas bandas com a melodia embutida no Death Metal. Claro que isso não era mais novidade, mas a banda deu um fôlego grande à nova onda, fazendo bandas como In Flames parecerem clean demais para o rótulo, além das apresentações fenomenais que aguçavam a curiosidade dos fãs acerca dos navios vikings e lutas na cenografia. E "The Crusher" foi um dos responsáveis pelo crescimento da banda, mesmo sem nenhum hit.