Metal e Loucuras

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sábado, 25 de janeiro de 2014

The Worst


Após a primeira experiência com a bateria eletrônica em 1994 com o álbum Hate o Sarcófago estava preparado para lançar um disco em que pudesse explorar melhor este instrumento, e em 1996 lançou The Worst, o último full lenght dos mineiros. E não é que eles aprenderam a manejar a máquina, creditada como E.D.Z.? O trabalho foi gravado em 2 estúdios, Drama e Polifonia e foi o primeiro registro sem o logo tão amado pelos fans da banda, o que foi corrigido em seu relançamento em 2007. Também foi o primeiro trabalho do Sarcófago pela Cogumelo que não saiu em LP. O disco começa com uma intro bem calma, com dedilhado e teclado e ao fundo você ouve uma pá cavando, o que diga-se de passagem ficou bem sinistro. A primeira música é a arrastada faixa título, uma surpresa pois a banda sempre começou seus álbuns com alguma pancadaria, o que passa bem longe desta música. Sobre a letra, na época Gastão do Fúria entrevistou Wagner e Gerald e questionou a negatividade que as letras passavam ao que os caras disseram que era o contrário, que o álbum queria passar uma mensagem positiva. Difícil de acreditar quando uma música diz " quando nada mais fizer sentido em sua vida, se lembre meu amigo, o pior está por vir" (hehe). Em seguida eles quebram todo baixo astral com a melhor música do disco, "Army of the Damned", essa sim uma bela paulada, com velocidade, peso, um grande refrão, tudo que o Sarcófago sabe fazer e uma grande influência de thrash metal nesta faixa. "God Bless The Whores" também mete o pé no freio, é daquelas faixas como "Midnight Queen" e "Prelude To A Suicide", sem conseguir ser grandiosa como estas duas, onde a banda solta o peso e esquece a correria. A letra é uma homenagem às garotas profissionais que a banda sempre exaltou. 
"Punged In Blood" é a segunda melhor faixa do disco, com velocidade e riffs empolgantes de guitarra. O legal neste disco é que o encarte traz uma foto para cada música, a despeito dos encartes simplórios que saíram nos álbuns anteriores. "Satanic Lust", como a própria banda dizia que eles sempre regravavam alguma música antiga, é faixa do clássico INRI e aqui só ficou mais acelerada devido à bateria programada, nem chega aos pés da original. "The Necrophilial" é outra boa faixa, dividida em uma parte mais arrastada e outra mais empolgante, "Shave Your Head" uma homenagem ao novo visual da banda e a última faixa, que foi censurada, "Purification Process" e que no encarte mostra um traveco com uma faca no pescoço (polêmicas à parte). Com a entrevista de Wagner para a Roadie Crew ano passado, sua participação na música do segundo álbum do Scourge e ter subido ao palco com o Mystifier em BH para cantar "Nightmare", para quem ficou tantos anos no anonimato, surge uma esperança de que talvez o Sarcófago ainda não tenha finalizado sua missão na terra. E um último álbum seria um enorme presente àqueles que têm a banda como a melhor banda que este país já teve.

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