Metal e Loucuras

Metal e Loucuras

domingo, 19 de janeiro de 2014

Celebration Of Supreme Evil


O Murder Rape surgiu em Curitiba/Paraná em 1992. Após o lançamento da demo "In Liaison With Saitan" gravaram "Celebration of Supreme Evil" que foi lançado em 1994 pela Cogumelo de Belo Horizonte, maior gravadora de metal extremo da época, o que deu maior visibilidade para o Black Metal desta horda. Dizem que na época foi lançado em LP e CD, mas o CD eu jamais vi. A capa simples esconde um disco feito com muito capricho, muito bem trabalhado, daquele estilo de black que se convencionou chamar de "dark metal". São músicas arrastadas, com trabalhos de guitarra beirando o heavy metal e o doom tradicional, com vocais urrados. A introdução é no teclado com uma voz sinistra pronunciando o nome do petardo e a primeira faixa, "Embassy of Satan" se tornou clássica e é tocada até hoje. Esta faixa tem uns solos de guitarra viajando entre as bases que ficou simplesmente sensacional. "The Beginning of Pain" segue com toda morbidez que era peculiar ao Murder Rape naquela época.


Depois dela vem uma faixa instrumental de mais de cinco minutos e nada de teminha no teclado não, aqui o Muder mostrou o quanto realmente sabia tocar pois geralmente música instrumental é um troço chato pra caramba e "Cries From The Abbys" eu costumava voltar o braço do toca discos pra ouvir duas vezes na sequência, uma faixa mórbida no melhor estilo dark/doom melancólico. "Goat Worshippers" começa sorumbática e dá uma acelerada e é seguida por "Trace of Omnipotence" que varia passagens mais arrastadas com outras mais rápidas (dentro do estilo já que aqui nada é tão rápido). "Morbid Desires" é uma regravação da fita demo e mostra inclusive que o Murder sofreu influência do metal mineiro da época de 80. "Goat Rules" segue com ótimo trabalho de guitarra e pedais duplos muito bem encaixados, com Sabatan soltando a voz com sua temática maléfica. A banda contava com Agathodemon no baixo (que mais tarde fundou a Evil Horde por onde o Muder passaria a lançar seus álbuns), Ipsissimus na guitarra, Ichthys Niger na bateria e Sabatan nos vocais e se falava muito de tretas entre os caras e o Amen Corner. O fato é que o Murder Rape lançou um dos álbuns mais mórbidos do metal brasileiro e que deveria ser relançado em CD para o deleite de centenas de black metalers espalhados por aí.

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