Metal e Loucuras

Metal e Loucuras

sábado, 9 de junho de 2018

Iced Earth - Dark Saga




Vamos de Iced Earth criaturas e fãs de Spawn!!!

Dark Saga

Saga Obscura

O trato não foi cumprido
Há escuridão em minha alma
Eu quero morrer novamente

Uma alma vazia coberta pela escuridão
Sozinho e confuso, o que sou eu?
Flash de imagens, lembranças exaustas
Ele levou minha vida, malditas suas mentiras

Lute filho do maldito Traga os céus para baixo
Destrua os portões, queime-os
Você deve aceitar o destino que escolheu
Você irá obedecer ao seu destino

Eu me iludi por amor
Amor incondicional
Agora apenas para ver seu rosto
Eu perdi tudo

Arpejo
Eu sei que há bondade em mim
Embora eu não seja o mesmo
Eu desafiarei o mestre
Eu recusarei ser seu escravo

Não, eu fui traído, não posso aceitar isto
Meu futuro é obscuro, é uma mentira
Eu seguirei meu coração Fique e terá valor
A maldição será levada, eu sobreviverei

domingo, 27 de maio de 2018

Nevermore - 1992 a 2011




A banda americana Nevermore surgiu das cinzas do Sanctuary, depois que o vocalista Warrel Dane e o baixista Jim Sheppard não concordaram em mudar o ótimo Heavy Metal que faziam em prol do Grunge que angariava alguns milhões de dólares na terra natal da banda, a famosa Seattle. Com a entrada do baterista Van Williams e do guitarrista Jeff Loomis a banda lançou em 1995 o álbum de estréia auto-intitulado pela gravadora Century Media. Destaque para a música What Tomorrow Knows que abre o disco e ganhou vídeo clipe, que fez grande sucesso no Brasil após ser exibido no Fúria da MTV. No ano seguinte a banda lança The Politics of Ecstasy, um álbum com ainda mais peso produzido por Neil Kernon. Neste álbum a banda adicionou um segundo guitarrista, Pat O'Brien que depois foi fazer história no Cannibal Corpse. Foi gravado um vídeo clipe para Next In Line mas a faixa que fez mais sucesso entre os fãs foi The Seven Tongues of God com um instrumental agressivo e bem Thrash contrastando com os vocais melódicos de Dane.
Em 1999 o Nevermore chegava a seu 3° trabalho com Tim Calvert no lugar de O Brien. Calvert que havia integrado o Fobbiden e gravado com o baterista Paul Bostaph além de fazer dupla com Craig Locicero (que tocou com Chuck no Death). Calvert faleceu há menos de 1 mês, dia 30 de abril, vítima de uma esclerose lateral amiotrófica. Dreaming Neon Black diversificou mais entre passagens pesadas e cheias de groove com outras mais acústicas, combinando melhor com os vocais de Dane. Aproveitando a onda de sucesso em que a banda se encontrava e voltando a ser um quarteto com a saída de Calvert, no ano seguinte gravaram seu melhor álbum, Dead Heart in a Dead World, com produção do monstro Andy Sneap, trazendo músicas como Narcosynthesis e a balada clássica Believe In Nothing, a música mais conhecida da banda até hoje. A turnê de Dead Heart trouxe o Nevermore pela primeira vez ao Brasil. De lá pra cá Dane estreitou os laços com nosso país, voltando diversas vezes, não apenas para as turnês. Mais 03 anos e lançaram ainda pela Century Media o play Enemies of Reality que foi mixado 2 vezes,a primeira por Kelly Grey e como o resultado não satisfez a banda, uma nova edição foi lançada agora com mixagem de Andy Sneap. O álbum foi dedicado a Chuck Schuldner e lembra as bases de The Politics of Ecstasy em sua estrutura. Novamente um quinteto em 2005,com a entrada do ex Vicious Rumors e Testament Steve Smyth a banda lança This Godless Endeavor, álbum que trás uma de suas capas mais belas e também um dos preferidos dos fãs, com destaque para a grandiosa Born. Pela primeira vez a banda demoraria 5 anos para apresentar um novo lançamento e em 2010 saiu The Obsidian Conspiracy, o disco derradeiro do Nevermore. A faixa escolhida para vídeo clipe foi Emptiness Unobstructed mas o álbum não fez a banda subir mais degraus na carreira, apesar de apreciado pelos fãs. Foi gravado novamente como quarteto mas um ano depois de seu lançamento Jeff Loomis e Van Willians deixam a banda. Então Warrel Dane e o baixista Jim Sheppard resolveram reativar o Sanctuary que lançou o novo álbum The Year the Sun Died em 2014. Porém no dia 13 de dezembro de 2017 em São Paulo Dane, aos 56 anos teve um ataque cardíaco que o levou precocemente da Terra. Fica o legado do Nevermore.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Motorhead - Snake Bite Love completando 20 anos.

Tudo bem que o título do disco não atrai muita atenção, pelo contrário, se você for escolher dentre outros títulos da banda numa prateleira para comprar talvez este seja o último da fila. Mas como essa é a banda do Lemmy, então os caras podiam fazer o que quiser que estão perdoados. Mas mesmo que Snake Bite Love lembre algo de Hard Rock o peso come solto logo na primeira faixa, a excelente Love For Sale. Phil Campbell e Mikkey Dee que acompanham Lemmy batem com força em nossa fuça. Dogs of War continua na mesma pegada, até lembrando os trabalhos que a banda soltou como quarteto no início daquela década. A faixa título talvez seja a mais fraca do play, pode pular kkk (brincadeira) mas ela não empolga mesmo. Mas Assassin já volta quebrando tudo, e que batucada é aquela no meio da música, a galera andou passeando pelo carnaval do Rio? O que importa é que ficou legal, os fãs de Sepultura principalmente devem ter adorado. Dead And Gone é outro destaque, uma meia balada muito legal. Já Night Side, essa sim pode pular, um refrão chatíssimo (perdão Lemmy), mas as super rock 'n roll Don't Lie To Me e Desperate For You trazem o sorriso ao rosto novamente. Better Off Dead fecha o trabalho com muita velocidade e um riff de guitarra bem legal, essa é perfeita para o headbanging. Mais uma obra que venceu 20 anos e por se tratar da banda de Lemmy, vencerá outros 20 fácil, fácil.
                              

domingo, 12 de fevereiro de 2017

10 músicas com a letra 'H' que você tem que ouvir antes de morrer.

10 músicas com a letra "H" que você tem que ouvir antes de morrer.



Nesta lista, o Metal & Loucuras trouxe para vocês as 10 músicas essenciais que iniciam com a letra "H".



01 - Holy Wars...The Punishment Due (Megadeth) - Para muitos o maior clássico do Megadeth, Rust In Peace de 1990 carrega todo o espírito Thrash necessário para qualquer álbum que queira transcender a barreira do tempo. Capitaneado por aquela que é a melhor música da carreira de Dave Mustaine, Holy Wars que tem a vingança e a guerra santa como tema, mistura velocidade e melodia, solos incríveis, vocais poderosos e a capacidade de promover air guitars e headbanging em qualquer local àqueles que a ouvem. Uma nota pessoal: Em seu primeiro show em BH na segunda metade dos anos 90 havia um cordão de isolamento cercado por seguranças para manter o público longe do palco. O que eles não esperavam é que a banda começaria o show justamente com Holy Wars...e adeus cordão de isolamento, o que exigiu mais umas 03 músicas e o dobro de seguranças para ser refeito. Isso ilustra como uma canção poderosa pode deixar as coisas fora de controle.

02 - Hellraiser (Motorhead) - Inicialmente composta em uma parceria entre Lemmy e Ozzy, Hellraiser foi tema do conhecido filme Hellraiser (Renascido do Inferno) de Clive Baker (1987), que teve várias sequências com seu cubo do prazer e seus cenobitas. A música faz parte de uma era do Motorhead com a formação em quarteto, motivo de depreciação de muitos fãs que apreciam apenas a formação original como um trio, e teve sua versão apenas do Motorhead no álbum March Or Die de 1992. Alguns ainda definem Hellraiser como uma composição pop, estes com certeza não entendem nada de peso nem de pop, pois mesmo que não possua a velocidade de músicas como Ace of Spades e Overkill, Hellraiser carrega um peso descomunal, principalmente devido às linhas de baixo monstruosas criadas por Lemmy tanto quanto pela aura "malvada" de seus vocais, devidamente correspondente ao tema lírico. Lemmy deixou saudades, mas nos deixou um legado impressionante que será reproduzido com toda força por muitos falantes pelo resto da vida.

03 - Hallowed Be Thy Name - Iron Maiden - O horror de saber que sua vida está prestes a desaparecer pelas mãos de um carrasco pela pena de morte já foi tema de muitas canções no meio metálico, mas talvez poucas possuam a maestria e beleza à altura de Hallowed Be Thy Name do Iron Maiden. A banda havia demitido Paul Di' Anno e precisava provar que a escolha de Bruce Dickinson fora acertada para o terceiro trabalho The Number Of The Beast (1982). E se alguém em sã consciência ainda tinha dúvidas desta superação durante a audição do álbum, com certeza bateu o martelo de aprovado quando ouviu o primeiro minuto desta que é a última faixa do disco. Um trabalho vocal dificílimo de cantar com agudos de um artista que estava no auge de sua voz, com interpretação sensacional e o instrumental mais clássico que o heavy influenciado pelo punk dos dois primeiros plays. Um clássico eterno.

04 - Heaven And Hell - Black Sabbath - Céu e Inferno, bem e mal, o que há após a morte? Dio com certeza já descobriu e nós por enquanto esperamos nossa vez. E uma das melhores vozes que o Rock/Metal já teve brilha nesta música numa interpretação sem exageros e tão bela quanto as passagens de guitarra, baixo e bateria pediram. Uma música de quase 7 minutos que passa tão magicamente como se tivesse 7 segundos. O baixo de Butler na passagem instrumental, permeada pelos solos quebrados de Iommi e antecedendo a parte mais rápida carregada por Bill Ward chega a causar arrepios. Mais um clássico eterno que o tempo jamais apagará.

05 - Hit The Lights - Metallica - Poderia ser Havester of Sorrow mas a importância histórica pesou a mão sobre a pena na hora de escrever sobre Hit The Lights. A música que já abria a demo tape No Life 'Til Leather em 1982 e que também abriu o debut Kill 'Em All no ano seguinte pode ser considerada a abertura (com os pés) do portão Thrash da história. Paradinhas, viradas de bateria, vários solos e um vocalista ensandecido. Isso era o Metallica do início de carreira. E se Kill 'Em All tem clássicos como Seek And Destroy, The Four Horsemen e No Remorse, tudo começa no primeiro riff de Hit The Lights. Ouça sempre bangueando!

06 - Hallowed Land - Paradise Lost - 1995 foi o ano do Paradise Lost. O sucesso comercial que a banda inglesa atingiu com Draconian Times foi estrondoso e o álbum continua atual mais de 20 anos depois. Hallowed Land é até bem acelerada para os padrões Doom, mas o PLost não estava mais preso a rótulos e passou a fazer o que a imaginação pedisse, mas a inspiração ao criar esta música, assim como tantas outras no mesmo artefato é de tirar o chapéu. Com certeza uma das melhores músicas de um dos melhores álbuns dos anos 90. Perfeita.

07 - Hate - The Mist - A carreira do The Mist de Minas Gerais deixa muitas saudades nos apreciadores do metal nacional. Donos de um Thrash primoroso, muito técnico para a época em nosso cenário (o debut é de 1989) e que encerrou atividades precocemente apenas 08 anos depois de surgir. Hate pode ser definida como a música mais direta e porrada que os mineiros já fizeram. Com menos de 03 minutos o The Mist soube, como sempre, passar para a música aquilo que a parte lírica pedia. A interpretação de Korg vociferando 'Ódio me torna forte' é digna de um 10. Enquanto sonhamos com um retorno deles, aproveitamos o recente relançamento de Phantasmagoria pela Cogumelo (pela primeira vez em CD). 

08 - Hell Awaits - Slayer - A introdução mais arrepiante da história do Slayer. Assim se dava início ao segundo capítulo da história da banda de Los Angeles em 1985. Enquanto as guitarras pesadas de Kerry King e Hanemman despejam aquele riff limpo a bateria hipnótica de Lombardo acompanhava a marcha dos guerreiros negros. Quando a pancadaria come solta parece até que Araya canta fora do ritmo, mas quem precisa de ritmo pra discernir sobre a podridão dos sete portãos de sangue do inferno? Toda influência de Venom ainda está presente na música do Slayer, seja nos riffs, seja nas letras. Aprecie a obra meu amigo, pois o Inferno espera.

09 - Hallucinations - HeadHunter DC - Ah, os anos 90 estiveram para o Death Metal assim como os 80 para o Thrash. E não só pelo mundo afora, principalmente na Flórida ou Europa. E foi justamente no antigo continente que os baianos do HeadHunter DC buscaram influências para espancar nossos ouvidos em seu segundo trabalho, o poderoso Punishment At Dawn de 1993, uma obra perfeita e um dos melhores trabalhos do Metal Nacional. A bateria socada sem piedade por Túlio Constantin, as palhetadas abafadas de Paulo Lisboa e Simon Matos e o baixo competente de Ualson Martins são o pano de fundo para os vocais ultra guturais de Sérgio Ballof. Hallucinations foi um dos destaques deste álbum e merece todo o crédito na fase mais death metal do HeadHunter DC.

10 - Hellgium Messiah - Enthroned - Com pouca tradição no Metal a Bélgica tem encabeçando sua fileira de metal extremo os black metallers do Enthroned, que nos brindou com um dos melhores artefatos do estilo em 2004, o desgracento XES Haereticum. Hellgium Messiah é a última faixa do trabalho normal (sem os bônus), e já começa numa quebradeira enfurecida, onde os pedais duplos de Alsvid soam como um rolo compressor. Os vocais de Nornagest são outro destaque e as mudanças de andamento (sempre acelerados) enriquecem a faixa, culminando no exterminador refrão. Sai da frente que o Enthroned pede passagem.









domingo, 5 de fevereiro de 2017

Metallica - For Whom The Bells Tolls


Por Quem os Sinos Soam
Lutou na montanha no começo do dia
Um constante calafrio interior
Armas barulhentas, correndo através do cinza interminável
Lutando, porque eles estão certos, sim, mas quem pode dizer?
Por uma montanha, homens matariam, por quê? Eles não sabem
Feridas doloridas testam seu orgulho
Cinco soldados, ainda vivos pelo brilho furioso
Ficando loucos pela dor que eles com certeza conhecem

Por quem os sinos soam
O tempo marcha
Por quem os sinos soam

Dê uma olhada para o céu antes de morrer
É a última vez que você o fará
Rugido negro, rugido massivo enche o céu que despenca
Objetivos quebrados enchem sua alma com um grito implacável
Estranhos agora são seus olhos a este mistério
Ele ouve o silêncio tão alto
Romper da madrugada, tudo se foi exceto a vontade de existir
Agora eles verão o que haverá, olhos cegos para ver

Por quem os sinos soam
O tempo marcha
Por quem os sinos soam

Aaron Stainthorpe??

Qual seu herói do Metal com a letra A?

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Testament - Brotherhood Of The Snake (2016)





O Testament começou a trilhar sua carreira de sucesso depois da maioria das bandas de sua época como Slayer, Metallica e Anthrax, pois seu primeiro registro saiu em 1987, época em que vários clássicos do estilo já rodavam nas vitrolas do mundo.
Mas é uma banda que na última década lançou verdadeiras pérolas, colocando muitos outros no chinelo. Em uma sequência destruidora, o Testament consegue superar em 2016 seus dois lançamentos anteriores (The Formation Of Damnation de 2008 e Dark Roots Of Earth de 2012). E olha que superar estes álbuns não é tarefa fácil.
A faixa título apresentada no início de setembro em formato de lyric video pela Nuclear Blast já indicava que a banda viria para fragilizar ainda mais os pescoços de uma legião de bangers devotos do thrash metal. Os vocais característicos e inconfundíveis de Chuck Billy mal nos lembra que este monstro indígena já lutou contra um câncer na garganta. Alex Skolnick e Eric Peterson talvez sejam a dupla mais eficiente do thrash da atualidade. Eles podem não ter a fama de um Kerry King por exemplo e individualmente, mas juntos formam uma unidade esmagadora que despeja riffs frenéticos e solos perfeitamente encaixados, vide os dois primeiros minutos de The Pale king. Ainda sobre esta música, impossível não lembrar do clássico The Gathering no refrão cantado por Chuck. Stronghold já começa de um jeito que eu duvido que alguém em sã consciência consiga ficar sem mover a cabeça. Uma das melhores faixas do álbum onde Chuck alterna sua voz thrash com os famosos urros death metal. Uma música para se colocar no repeat umas três vezes antes de continuar a sequência do disco. E o que dizer da cozinha do Testament? Steve DiGiorgio no baixo e Gene Hoglan na bateria só trazem um problema para a banda. Caso eles saiam um dia, conseguir alguém para repetir no palco o que fizeram em estúdio. Ouça o baixo de Seven Seals e diga se Digiorgio é ou não um dos maiores e mais técnicos baixistas do metal. Agora Gene Hoglan com aquelas suas enormes unhas e tocando bateria daquele jeito eu já me convenci faz tempo de que não é desse planeta. Preste atenção no que ele faz em Centuries of Suffering. O cara não se contenta em tocar rápido, ele tem que enfiar um monte de viradas no meio da pancadaria sem mudar o ritmo. Com arte da capa criada por Eliran Kantor (que também criou a de Dark Roots mas não se superou) e produção de Juan Urteaga e mixagem de Andy Sneap que mais uma vez deixou tudo perfeitamente pesado e audível. Na primeira oportunidade que tiver, agarre este álbum com unhas e dentes e coloque-o entre os melhores de sua coleção. Carimbo de FUDIDO mais que merecido.