Metal e Loucuras

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domingo, 23 de março de 2014

The Darkest Throne

Após aparecer na épica coletânea "The Winds of a New Millenium" da gravadora Demise e lançar o full length "Celebrate Thy War", o Malefactor da Bahia finalmente encontrou seu estilo neste grande álbum "The Darkest Throne" de 2001, através da Demise. Com um black metal épico, recheado de melodias e corais, o álbum é um prato cheio para apreciadores de bandas que falam de guerras medievais, folk e tudo mais que o estilo pede. Um ponto que chama a atenção neste trabalho é uma pequena diferença entre as 4 primeiras faixas e as 4 últimas. Enquanto as últimas que são "Prelude To a Battle", "Behind The Mirror", "The Darkest Throne" e "A God That Doesn't Lie" são mais para aquele lado War Metal, com mais bumbos acelerados e com maior influência black metal escandinavo, as primeiras faixas são mais sombrias e trabalhadas, com os vocais limpos de Lord Vlad melhor encaixados e mais melancólicos.
 O que pode justificar estas diferenças é que a parte final foi gravada em abril de 2000 no Tribal Studio com um produtor e a primeira parte 6 meses depois no estúdio Som das Águas com outra produção e mixagem. Mas tudo bem, mesmo que eu prefira a primeira parte, a segunda tem a clássica faixa título que inclusive é tocada e festejada nos shows da banda até hoje, com um refrão simples e forte. "Necrolust in Thulsa Abbey" abre o álbum com uma cacetada, onde vocais rasgados e guturais são intercalados e os teclados numa camada constante de fundo. A parte em que a música muda para a entrada dos vocais limpos é de tirar o chapéu, daí pra frente ela é um hino de guerra onde o que podemos imaginar é um exército marchando em direção à batalha. "Into The Silence" já abre com os vocais limpos, que se transformam no refrão, daqueles que ficam grudados na cabeça. "Luciferian Times" é a melhor faixa do álbum e uma das melhores da banda até hoje. Ela é uma porrada das melhores até que pára tudo e entra uma flauta maravilhosa, dando um toque fantástico e enriquecedor ao trabalho dos baianos. E "Breaking The Castles" é daquelas faixas épicas pra ficar na história. Violões, flautas e teclados com vocais limpos na melhor escola "Suidakra", pra deixar bem claro onde o Malefactor queria chegar. Dizem que a Cogumelo acompanhou a pré produção do álbum e na última hora não assinou contrato com a banda que foi para a concorrente Demise. Provavelmente se arrependeu, porque hoje o Malefactor está entre as maiores bandas do Brasil em atividade, e muito se deve à repercussão que "The Darkest Throne" causou.

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