Metal e Loucuras

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Punishment At Dawn

Já falamos deste álbum em 2011 quando a Cogumelo o lançou em CD pela primeira vez. Mas seria injusto se não o colocássemos nesta série dos melhores álbuns do metal nacional. O Headhunter DC que já chamava a atenção no debut "Burn, Suffer, Die" de 1991, lançou sua obra definitiva em 1993 e o chamou de "Punishment At Dawn". Pode ser considerado um dos maiores álbuns de death metal concebidos por estas terras. Me lembro de uma entrevista dos caras no Headbanger Attack quando eles disseram que este álbum foi buscar influências no death metal europeu. Na verdade eles apenas eliminaram os elementos thrash que o primeiro álbum  tinha e deram uma verdadeira aula de metal da morte. A introdução no teclado com sons de trovões trazem Forgotten Existence e um Headhunter com a bateria mais bate estaca, os vocais predominantemente guturais, apesar dos rasgados estarem presentes, porém mais contidos. Na sequência "Intense Infanticide", outra boa música, mas a coisa sai de uma nota 9 para 10 mesmo é a partir da terceira faixa, "Hallucinations". Nesta o trabalho de guitarras fica mais evidente e o refrão vomitado de Ballof sem nenhum instrumento ao fundo ficou muito foda. A faixa título é outra longa (como a de abertura) mas se sai melhor, tem aquele clima no meio que ficou bacana para o retorno bem pancadaria.
O lado B, na época do vinil, era irrepreensível. Era meu preferido e eu sabia as letras deste lado de cor (hehe), de tanto que ouvia. "Bloodbath", "Searching For Rottenness" e "Terrible Illusion" são uma trinca pra acabar com qualquer pescoço, o Headhunter tinha a manha de fazer brutal death metal sem que as músicas soassem todas iguais como vemos muito por aí. Pra finalizar uma obra de arte "Deadly Sins Of The Soul", com letra co-escrita com o vocalista do Mystifier, falando de um cara que se arrepende de não ter praticado os 07 pecados capitais depois de morto.Os dedilhados no início e fim da música, ora cadenciada, ora extrema, são um rico detalhe que deixou o som sorumbático no melhor estilo doom metal. A capa é uma pintura chamada "O Pesadelo" de 1781 do artista Henry Fuseli e traz o belo logotipo que substituiu aquele mega tosco do primeiro álbum. Uma obra que tem que ser ouvida e elogiada por todo headbanger que curte o metal nacional.

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