Eu nem sei por quê, mas durante muitos anos achei que Sons of the Jackal fosse o primeiro álbum do Legion of the Damned. Talvez por tê-lo conhecido antes dos outros, e os demais na sequência, mas a verdade é que nunca dei a devida atenção a este disco — mesmo o vendo, vez ou outra, pipocar em lojas on-line por aí.
O fato é que a banda já existia muito antes disso. Fundada na Holanda, passou 15 anos atendendo pelo nome Occult, período em que lançou cinco álbuns completos. Em 2005, mudou de nome — algo que o Pantera deveria ter feito quando lançou Cowboys from Hell — e despejou esse petardo no mercado, via o pequeno selo Nexus, iniciando enfim a caminhada rumo ao reconhecimento que sempre mereceu.
Logo na faixa de abertura, que carrega o novo nome da banda, o que se ouve é um thrash metal violento, com death metal escorrendo pelos vocais. A bateria te acerta como um boxeador que encurralou nas cordas o sujeito que mexeu com a mulher errada — e só para quando a caveira vira pó.
É justo admitir que, ao ouvir o álbum inteiro, por volta da quarta música tudo começa a soar parecido. Aí entra a escolha: você prefere 40 minutos da mesma coisa bem feita ou 20 minutos excelentes seguidos de outros 20 absolutamente descartáveis? Aqui, a resposta é óbvia. Momentos para banguear, como aquele trecho matador no meio da faixa-título, surgem aos montes — e desses a gente simplesmente não se cansa.
O instrumental poderia muito bem ter saído de um Hell Awaits tocado em velocidade máxima, enquanto os vocais de Maurice Swinkels, apesar de rasgados, são perfeitamente compreensíveis. Ele não rosna: canta com a voz do próprio diabo.
“Demonfist” é aquela faixa que começa menos acelerada só para te enganar, mas logo abandona qualquer falsa trégua e retorna ao massacre que domina o disco inteiro. Na prática, ouvindo as três primeiras músicas — “Legion of the Damned”, “Death’s Head March” (que refrão ótimo) e “Werewolf Corpse”, absolutamente arrasadora — você já sabe exatamente o que vai encontrar até o final.

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