O baixinho de voz inconfundível, responsável por gravar uma enxurrada de clássicos no colossal Accept, chegava ao seu décimo trabalho solo em 2005 com “Mission No. X” — o “X” marcando em algarismos romanos a façanha e anunciando mais um capítulo de heavy metal na veia, para alegria dos fiéis seguidores.
A jornada começa com “The Embarkation”, uma instrumental que funciona como porteira para quem topa embarcar nessa nova missão. Logo na sequência, a faixa-título entra atestando o DNA do disco: heavy tradicional, sem firulas, com aquela voz rouca que a gente conhece de longe. Simples? É. Mas aquece os motores.
O fogo realmente pega com “24/7”, rápida, com um riff daqueles que grudam na alma e um refrão pronto pra arena. Já “Mean Streets” é facilmente descartável — pesa menos que prometia e mal dá para chamar de metal. Mas a redenção vem logo depois com “Primecrime On Primetime”, quase flertando com o power metal, e entregando um riff daqueles que dão gosto.
E então surge a surpresa do álbum: “Eye of the Eagle”. É difícil imaginar a voz áspera de Udo encaixando em uma balada inspiradora… mas aqui acontece. Refrão cheio de camadas vocais, letra com brilho e um solo de guitarra belíssimo, daqueles que levantam o astral.
A missão encerra com “Way of Life” e a energética “Mad For Crazy”, que garantem a aterrissagem em alta.
Acompanhando Udo nessa empreitada temos Igor Gianola e Stefan Kaufmann nas guitarras, Fitty Wienhold no baixo e o estreante Francesco Jovino na bateria — um time competente para manter o trem pesado nos trilhos.

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